sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Não canse quem te quer bem

Mais um texto da Martha Medeiro que faz pensar. Baita texto, vale a pena a leitura!
Conselhos pra vida, minha gente!!

Não canse quem te quer bem

Foi durante o programa Saia Justa que a atriz Camila Morgado, discutindo sobre a chatice dos outros (e a nossa própria), lançou a frase: “Não canse quem te quer bem”. Diz ela que ouviu isso em algum lugar, mas enquanto não consegue lembrar a fonte, dou a ela a posse provisória desse achado.

Não canse quem te quer bem. Ah, se conseguíssemos manter sob controle nosso ímpeto de apoquentar. Mas não. Uns mais, outros menos, todos passam do limite na arte de encher os tubos. Ou contando uma história que não acaba nunca, ou pior: contando uma história que não acaba nunca cujos protagonistas ninguém jamais ouviu falar. Deveria ser crime inafiançável ficar contando longos casos sobre gente que não conhecemos e por quem não temos o menor interesse. Se for história de doença, então, cadeira elétrica.

Não canse quem te quer bem. Evite repetir sempre a mesma queixa. Desabafar com amigos, ok. Pedir conselho, ok também, é uma demonstração de carinho e confiança. Agora, ficar anos alugando os ouvidos alheios com as mesmas reclamações, dá licença. Troque o disco. Seus amigos gostam tanto de você, merecem saber que você é capaz de diversificar suas lamúrias.

Não canse quem te quer bem. Garçons foram treinados para te querer bem. Então não peça para trocar todos os ingredientes do risoto que você solicitou – escolha uma pizza e fim.

Seu namorado te quer muito bem. Não o obrigue a esperar pelos 20 vestidos que você vai experimentar antes de sair – pense antes no que vai usar. E discutir a relação, só uma vez por ano, se não houver outra saída.

Sua namorada também te quer muito bem. Não a amole pedindo para ela explicar de onde conhece aquele rapaz que cumprimentou na saída do cinema. Ciúme toda hora, por qualquer bobagem, é esgotante.

Não canse quem te quer bem. Não peça dinheiro emprestado pra quem vai ficar constrangido em negar. Não exija uma dedicatória especial só porque você é parente do autor do livro. E não exagere ao mostrar fotografias. Se o local que você visitou é realmente incrível, mostre três, quatro no máximo. Na verdade, fotografia a gente só mostra pra mãe e para aqueles que também aparecem na foto.

Não canse quem te quer bem. Não faça seus filhos demonstrarem dotes artísticos (cantar, dançar, tocar violão) na frente das visitas. Por amor a eles e pelas visitas.

Implicâncias quase sempre são demonstrações de afeto. Você não implica com quem te esnoba, apenas com quem possui laços fraternos. Se um amigo é barrigudo, será sobre a barriga dele que faremos piada. Se temos uma amiga que sempre chega atrasada, o atraso dela será brindado com sarcasmo. Se nosso filho é cabeludo, “quando é que tu vai cortar esse cabelo, garoto?” será a pergunta que faremos de segunda a domingo. Implicar é uma maneira de confirmar a intimidade. Mas os íntimos poderiam se elogiar, pra variar.

Não canse quem te quer bem. Se não consegue resistir a dar uma chateada, seja mala com pessoas que não te conhecem. Só esses poderão se afastar, cortar o assunto, te dar um chega pra lá. Quem te quer bem vai te ouvir até o fim e ainda vai fazer de conta que está se divertindo. Coitado. Prive-o desse infortúnio. Ele não tem culpa de gostar de você.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Quando eu estiver louco se afaste - Martha Medeiros

Há que se respeitar quem sofre de depressão, distimia, bipolaridade e demais transtornos psíquicos que afetam parte da população. Muitos desses pacientes recorrem à ajuda terapêutica e se medicam a fim de minimizar os efeitos desastrosos  que respingam em suas relações profissionais e pessoais.
Conseguem tornar, assim, mais tranquila a convivência. Mas tem um grupo que está longe de ser doente: são os que simplesmente se auto intitulam  “difíceis” com o propósito de facilitar para o lado deles.
São os temperamentais que não estão seriamente comprometidos por uma disfunção psíquica — ao menos,  não que se saiba, já que não possuem diagnóstico. São morrinhas, apenas. Seja por alguma insegurança trazida da infância, ou por narcisismo crônico, ou ainda por terem herdado um gênio desgraçado, se decretam “difíceis” e quem estiver por perto que se adapte. Que vida mole, não?
Tem uma música bonita do Skank que começa dizendo: “Quando eu estiver triste,  simplesmente me abrace/Quando eu estiver louco, subitamente se afaste/quando eu estiver fogo/suavemente se encaixe...”. A letra é poética, sem dúvida, mas é o melô do folgado.
Você é obrigada a reagir conforme o humor da criatura. Antigamente, quando uma amiga, um namorado ou um parente declarava-se uma pessoa difícil, eu relevava. Ora, estava previamente explicada a razão de o infeliz entornar o caldo, promover discussões, criar briga do nada, encasquetar com besteira. Era alguém difícil, coitado. E teve a gentileza de avisar antes. Como não perdoar?
Já fui muito boazinha, lembro bem. Hoje em dia, se alguém chegar perto de mim avisando “sou uma pessoa difícil”, desejo sorte e desapareço em três segundos.
Já gastei minha cota de paciência  com esses difíceis que utilizam  seu temperamento infantil e autocentrado como álibi para passar por cima dos sentimentos dos  outros feito um trator, sem ligar a mínima se estão magoando — e claro que esses “outros” são seus  afetos mais íntimos, pois com colegas e conhecidos eles são uns doces, a tal “dificuldade” que lhes caracteriza some como num passe de mágica. Onde foi parar o ogro que estava aqui?
Chega-se numa etapa da vida em que ser misericordioso cansa. Se a pessoa é difícil, é porque está se levando a sério demais. Será que já não tem idade para controlar seu egocentrismo?
Se não controla, é porque não está muito interessada em investir em suas relações. Já que ficam loucos a torto e direito, só nos resta se afastar, mesmo.  E investir em pessoas alegres,  educadas, divertidas e que não desperdiçam nosso tempo com  draminhas repetitivos, dos quais já se conhece o final: sempre sobra pra nós os fáceis.


terça-feira, 23 de abril de 2013

Livros. Livros. Livros!


Hoje - 23 de abril - é o dia mundial do Livro. E, sendo eu uma apaixonada por eles, não poderia deixar de falar a respeito.
Certa vez li uma frase de Martha Medeiros que dizia o seguinte: “Eu poderia ter o mesmo pai, a mesma mãe, ter frequentado o mesmo colégio e tido os mesmos professores, e seria uma pessoa completamente diferente do que sou se não tivesse lido o que eu li. Foram os livros que me deram consciência da amplitude dos sentimentos. Foram os livros que me justificaram como ser humano. Foram os livros que destruíram um a um meus preconceitos. Foram os livros que me deram vontade de viajar. Foram os livros que me tornaram mais tolerante com as diferenças.”
Me identifico muito com essa frase. Já mudei muito depois de ler um livro, já tive vontade de entrar no livro e fazer parte da história. Já chorei, já sorri (e o importante é que emoções eu vivi hehe) e já gargalhei com algumas histórias. Como é bom ler, como é bom sentir as páginas, sentir o cheiro do livro, sentir a história tocando nosso coração.
Se eu sou uma apaixonada desde sempre? Não, bem pelo contrário. Lembro que não gostava de leituras. Mas, um acaso do destino fez com que eu lesse meu primeiro livro, e nunca mais parei.
Hoje, se eu pudesse dar à todas as pessoas um presente, daria o amor pelos livros e por uma boa leitura. Isso, me faz tão melhor, e gostaria que todas as pessoas pudessem sentir o mesmo ao ler um livro e conseguir se "descobrir" dentro deles.
Fica aqui o meu registro desse amor que sinto e o desejo que as pessoas leiam mais.

"Há aqueles que não podem imaginar o mundo sem pássaros;
Há aqueles que não podem imaginar o mundo sem água;
Ao que me refere, sou incapaz de imaginar um mundo sem livros"
(Jorge Luis Borges)

quinta-feira, 7 de março de 2013

Luto? Luto, não!

Tenho acompanhado desde ontem várias publicações sobre a morte do cantor Chorão. Publicações realizadas por pessoas de todas as idades e classes sociais. Segundo a mídia, ontem foi o assunto mais comentado no Brasil. Ouvi em um noticiário, que todos estão de LUTO. E a mídia está certa, vi várias postagens onde as pessoas se dizem em luto, em tristeza absoluta.
Pois bem, e aqui está o motivo do texto... o tal do LUTO.
O que é luto? O luto é um conjunto de reações a uma perda significativa, geralmente pela morte de outro ser. (segundo a Wikipédia)
Eu gosto das músicas do tal Chorão, muitas dessas músicas tinham letras incríveis que acompanharam várias fases da minha vida. Graças as músicas dele e de outros cantores, não precisei, na minha adolescência, ouvir Justin Bieber e aqueles caras das calças coloridas que me fugiu o nome agora... Mas, de luto? Não, eu não estou de luto.
Fiquei assustada com o fato. Me comovi pela família e amigos próximos do cantor. Senti pela perda de um artista brasileiro. Mas, luto? Não, o luto, pra mim é coisa mais séria.
Fui criada, com a ideia de que quando morre alguém próximo, tem sim, o luto. Quem fica nesse mundo sofre com a ausência do outro que se foi. Mas, eu não estou sofrendo com essa perda, não estou absolutamente triste, meu mundo não vai acabar, se eu tivesse que ficar de luto, ficaria pelas músicas e essas, eu vou continuar ouvindo, porque elas não morreram. Aliás, o que eu gostava do Chorão, era as músicas, NADA MAIS. Não conhecia ele, não era amiga dele, ele não era da minha família e ele nem sabia que eu existia. Se eu morresse hoje, ele nem ia ficar sabendo, quem dirá de luto por mim.
Então, chega de hipocrisia. Luto é exagero. Até ontem ninguém lembrava do cara e hoje, a única coisa que se vê nas redes sociais são trechos de músicas dele (que sim, eram ótimas), mas que, por vezes, nem eram lembradas.
Me perdoem os fãs dele, mas, essa é minha opinião! Cansei de ver todo mundo de luto!

sábado, 22 de dezembro de 2012

Então é Natal...

Chegou dezembro! Mês do Natal!
Particularmente, amo o Natal. Sempre gostei da data, da alegria em que as pessoas ficam, das inúmeras luzinhas que vemos por aí (mesmo que tenha diminuído muito nos últimos anos), dos números infinitos de Papai Noel que encontramos na rua, de todos os enfeites, das ceias de natal, dos milhares de “amigos secretos” que são realizados, enfim, de tudo que essa data proporciona. Mas, acima de tudo, e bem acima de tudo isso eu amo a data pelo seu sentido maior, sentido esse que muitas pessoas desconhecem.
Em todas as decorações natalinas que vemos, é importante voltar nossos olhares para um cenário especial, nele se encontra um homem, uma mulher e uma criança deitada em uma manjedoura. No presépio está o símbolo natalino que mais me encanta, porque retrata o verdadeiro sentido do Natal: O NASCIMENTO DE JESUS!
O Natal para mim é a comemoração do nascimento de alguém especial. O Natal é festa, é reflexão, é esperança. O Natal reaviva nas pessoas uma chama de esperança, esperança de um mundo melhor e de pessoas melhores. Nos dá a chance de ser melhor e resgatar a essência da prática do bem. É quando renovamos a nossa fé, é quando buscamos mudanças positivas em nosso cotidiano, oferecendo nossa vida e nosso coração.
Mas não é só no Natal que temos que ser assim, devemos assumir esse papel em nosso cotidiano. Fazer renascer todos os dias algo melhor em nosso coração, surpreender a todos a cada dia. Cristo nos inspira a isso todos os dias do ano, mas para que isso aconteça devemos estar com o coração semelhante a uma manjedoura, acolhendo a sua mensagem de amor ao próximo. 

Mais do que preparar a casa para os convidados, preparar a ceia, preparar os enfeites, devemos preparar o nosso coração para o nascimento do menino Jesus. Devemos estar com o coração limpo e renovado para que Ele possa viver ali.
Enfim, fica aqui o meu desejo que nesse ano o Natal seja diferente para todos, que possamos festejar essa data imensamente especial com fé, alegria e amor. Que mesmo diante de dificuldades possamos comemorar essa data, pois ela nos relembra que Deus enviou para nós o Salvador e isso SIM é um motivo de festa.
Que possamos lembrar que nesse Natal há mais uma chance. Chance essa que é nos dada todos os dias, de reunir a família, partilhar e conviver, é mais uma chance de agradecer e de fazer uma revisão da vida. De reencontrar pessoas distantes, relembrar momentos, pedir perdão e perdoar. Enfim, é mais uma chance que Deus nos dá de recomeçar!

Um feliz natal, repleto de amor, alegrias e esperanças!

sábado, 8 de dezembro de 2012

Arena!

Há menos de um mês, exatamente no dia 11/11/2012, passei pela construção da Arena. Por fora, não era mais do que uma construção. Mas, hoje, pintada com as cores do meu time é de dar orgulho. Ver algo novo na história do Grêmio se formar é, 
no minimo, emociante.
Estou assistindo a inauguração pela TV. Lindo, emocionante, arrepiante. Essas são as minhas impressões do evento.
Milhares de torcedores prestigiando a nova casa do Grêmio, cantando no mesmo compasso: "Até a pé nós iremos, para o que der e vier, mas o certo é que nós estaremos com o Grêmio, onde o Grêmio estiver" Seja no Olímpico, seja na Arena, estaremos contigo, GRÊMIO!
Essa é a nossa nova casa, torcedor Gremista, que com certeza nos trará muitas alegrias, muitas vitórias, glórias e títulos. E esse evento que prestigiamos hoje, nos mostra que a arena veio pra fazer história, que veio pra ficar no coração de todos os torcedores. Que o "OLÉ" inaugural, que foi lindo, seja o primeiro de muitos que serão dados. Que a alegria que sentimos hoje na Arena, seja a primeira de muitas que ela ainda nos trará. Que o grito "Vamos, vamos, vamos Tricolor", seja apenas o primeiro de milhares que sairão de nossas bocas. Que as conquistas relembradas hoje, sirvam para impulsionar a mais conquistas. Que as traves e redes das goleiras do Estádio Olímpico nos tragam sorte. E que todos esses torcedores que lá se fizeram presentes, ou que assim como eu, assistiram pela TV o evento, estejam sempre orgulhosos de nosso time, assim como, nos sentimos hoje vendo a nossa nova casa sendo inaugurada.
Emocionada, orgulhosa e muito alegre, me junto aos milhares de gremistas, nesse dia histórico, para dizer: Estaremos contigo sempre, Grêmio; E me orgulho por fazer parte dessa história!!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Despedida da casa

Angustia. Nervosismo. Emoção. Raiva. Amor. Coração saltando. Tremor. Um misto de sentimento, que foi alimentado a cada passe, a cada minuto, a cada lance. Esses foram os sentimentos que permaneceram comigo durante o GRENAL de hoje. Mais do que um jogo de dois times que tem história no Rio Grande do Sul, foi a despedida da casa de uma nação inteira. A despedida do Olímpico.
São, 58 anos de história.
Uma história que não foi sempre bonita, que não foi sempre fácil, mas que foi, com certeza, grandiosa. 
Os torcedores gremistas se despedem dessa história, com os olhos cheio de lágrimas, e com o coração apertado. Foram decisões, jogos importantes, títulos conquistados. 
Agora, é um novo passo dado, fica pra trás a casa antiga e vamos para a casa nova. E quando saímos de uma casa, só deixamos o "material". As vitórias e derrotas, alegrias e tristezas, sorrisos e lágrimas, ficarão na lembrança daqueles que puderam viver esses momentos ao lado desse grandioso time.
Seguimos em busca de vitórias, em uma nova casa, que com certeza nos trará tanta alegria, quanto o Monumental nos trouxe. 
Adeus Olímpico, fico feliz em saber que fiz parte dessa história!