sábado, 11 de dezembro de 2010

Natal!!!

Chegou dezembro! Mês do Natal!
Particularmente, amo o Natal. Sempre gostei da data, da alegria em que as pessoas ficam, das inúmeras luzinhas que vemos por aí (mesmo que tenha diminuído muito nos últimos anos), dos números infinitos de Papai Noel que encontramos na rua, de todos os enfeites, das ceias de natal, dos milhares de “amigos secretos” que são realizados, enfim, de tudo que essa data proporciona. Mas, acima de tudo, e bem acima de tudo isso eu amo a data pelo seu sentido maior, sentido esse que muitas pessoas desconhecem.
Em todas as decorações natalinas que vemos, é importante voltar nossos olhares para um cenário especial, nele se encontra um homem, uma mulher e uma criança deitada em uma manjedoura. No presépio está o símbolo natalino que mais me encanta, porque retrata o verdadeiro sentido do Natal: O NASCIMENTO DE JESUS!
O Natal para mim é a comemoração do nascimento de alguém especial. O Natal é festa, é reflexão, é esperança. O Natal reaviva nas pessoas uma chama de esperança, esperança de um mundo melhor e de pessoas melhores. Nos dá a chance de ser melhor e resgatar a essência da prática do bem. É quando renovamos a nossa fé, é quando buscamos mudanças positivas em nosso cotidiano, oferecendo nossa vida e nosso coração.
Mas não é só no Natal que temos que ser assim, devemos assumir esse papel em nosso cotidiano. Fazer renascer todos os dias algo melhor em nosso coração, surpreender a todos a cada dia. Cristo nos inspira a isso todos os dias do ano, mas para que isso aconteça devemos estar com o coração semelhante a uma manjedoura, acolhendo a sua mensagem de amor ao próximo.
Enfim, fica aqui o meu desejo que nesse ano o Natal seja diferente para todos, que possamos festejar essa data imensamente especial com fé, alegria e amor. Que mesmo diante de dificuldades possamos comemorar essa data, pois ela nos relembra que Deus enviou para nós o Salvador e isso SIM é um motivo de festa.
Que possamos lembrar que nesse Natal há mais uma chance. Chance essa que é nos dada todos os dias, de reunir a família, partilhar e conviver, é mais uma chance de agradecer e de fazer uma revisão da vida. De reencontrar pessoas distantes, relembrar momentos, pedir perdão e perdoar. Enfim, é mais uma chance que Deus nos dá de recomeçar!

Um feliz natal, repleto de amor, alegrias e esperanças!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Sobre amor, rosas e espinhos...

Amor, que é amor, dura a vida inteira. Se não durou é porque nunca foi amor.
O amor resiste à distância, ao silêncio das separações e até às traições. Sem perdão não há amor. Diga-me quem você mais perdoou na vida, e eu então saberei dizer quem você mais amou.
O amor é equação onde prevalece a multiplicação do perdão. Você o percebe no momento em que o outro fez tudo errado, e mesmo assim você olha nos olhos dele e diz: "Mesmo fazendo tudo errado, eu não sei viver sem você. Eu não posso ser nem a metade do que sou se você não estiver por perto".
O amor nos possibilita enxergar lugares do nosso coração os quais sozinhos jamais poderíamos enxergar.
O poeta soube traduzir bem quando disse: "Se eu não te amasse tanto assim, talvez perdesse os sonhos dentro de mim e vivesse na escuridão. Se eu não te amasse tanto assim talvez não visse flores por onde eu vi, dentro do meu coração!"
Bonito isso. Enxergar sonhos que antes eu não saberia ver sozinho. Enxergar só porque o outro me emprestou os olhos, socorreu-me em minha cegueira. Eu possuía e não sabia. O outro me apontou, me deu a chave, me entregou a senha.
Coisas que Jesus fazia o tempo todo. Apontava jardins secretos em aparentes desertos. Na aridez do coração de Madalena, Jesus encontrou orquídeas preciosas. Fez vê-las e chamou a atenção para a necessidade de cultivá-las.
Fico pensando que evangelizar talvez seja isso: descobrir jardins em lugares que consideramos impróprios. Os jardineiros sabem disso. Amam as flores e por isso cuidam de cada detalhe, porque sabem que não há amor fora da experiência do cuidado. A cada dia, o jardineiro perdoa as suas roseiras. Sabe identificar que a ausência de flores não significa a morte absoluta, mas o repouso do preparo. Quem não souber viver o silêncio da preparação não terá o que florir depois...
Precisamos aprender isso. Olhar para aquele que nos magoou e descobrir que as roseiras não dão flores fora do tempo nem tampouco fora do cultivo. Se não há flores, talvez seja porque ainda não tenha chegado a hora de florir. Cada roseira tem seu estatuto, suas regras... Se não há flores, talvez seja porque até então ninguém tenha dado a atenção necessária para o cultivo daquela roseira.
A vida requer cuidado. Os amores também. Flores e espinhos são belezas que se dão juntas. Não queira uma só. Elas não sabem viver sozinhas... Quem quiser levar a rosa para sua vida, terá de saber que com ela vão inúmeros espinhos. Mas não se preocupe. A beleza da rosa vale o incômodo dos espinhos... ou não! (Pe. Fábio de Melo)

E quanto a mim, fico com a frase "...O amor é equação onde prevalece a multiplicação do perdão. Você o percebe no momento em que o outro fez tudo errado, e mesmo assim você olha nos olhos dele e diz: "Mesmo fazendo tudo errado, eu não sei viver sem você. Eu não posso ser nem a metade do que sou se você não estiver por perto"..."


E por hoje é só!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Martha Medeiros é uma escritora que sempre admirei e muito... Tenho paixão por ler textos que ela escreve... Esse, foi mandado por uma grande amiga, que com certeza tem muito de elegância!
Creio que muitos deveriam tomar como aprendizado... Afinal, o mundo grita pedindo mais elegância e educação!
Uma boa leitura a todos que por aqui passarem e um grande abraço!


Toques de elegância
Martha Medeiros

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez, por isso, esteja cada vez mais rara e fora de moda: é a elegância do comportamento…
É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples “obrigado” diante de uma gentileza…
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma, nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada…
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam, nas pessoas que escutam mais do que falam…
E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades, normalmente ampliadas no boca a boca…
É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas…
Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores, porque não sentem prazer em humilhar os outros…
É possível detectá-la nas pessoas pontuais. Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte, antes, quem está falando e só depois manda dizer se está ou se não está…
Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ficar espaçoso demais…
É elegante você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o quanto você teve que se desdobrar para o fazer…
É elegante não mudar seu estilo, apenas para se adaptar ao outro…
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais… É elegante retribuir carinho e solidariedade... “É elegante o silêncio, diante de uma rejeição…”
Sobrenome, jóias e nariz empinado, não substituem a elegância do gesto…
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante…
É elegante a gentileza. Atitudes gentis falam mais que mil imagens.
Abrir a porta para alguém, é muito elegante. Dar o lugar para alguém se sentar, é muito elegante…
Sorrir sempre é muito elegante e faz um bem imenso para a alma…
Oferecer ajuda, é muito elegante… Olhar nos olhos ao conversar, é essencialmente elegante…
Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la, é improdutivo…
A saída é desenvolver, em si mesmo, a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que “com amigos”… não tem que ter estas coisas…
Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os desafetos é que não irão desfrutá-la…
Educação enferruja por falta de uso…
E…, um detalhe: não é frescura

domingo, 29 de agosto de 2010


Hoje, ao atender o telefone que insistentemente exigia atenção, o meu mundo desabou.
Entre soluços e lamentos, a voz do outro lado da linha me informava que o meu melhor amigo, meu companheiro de jornada, meu ombro camarada, havia sofrido um grave acidente, vindo a falecer quase que instantaneamente.
Lembro de ter desligado o telefone, e caminhado a passos lentos para meu quarto, meu refúgio particular.
As imagens de minha juventude vieram quase que instantaneamente à mente.
A faculdade, as bebedeiras, as conversas em volta da lareira até altas horas da noite, os amores não correspondidos, as confidências ao pé do ouvido, as colas, a cumplicidade, os sorrisos....
AHHHHH... os sorrisos....
Como eram fáceis de surgir naquela época.
Lembrei da formatura, de um novo horizonte surgindo... das lágrimas e despedidas, e principalmente, das promessas de novos encontros.
Lembro perfeitamente de cada feição do melhor amigo que já tive em toda a vida: em seus olhos a promessa de que eu nunca seria esquecida.
E realmente, nunca fui.
Perdi a conta das vezes em que ele carinhosamente me ligava quando eu estava no fundo do poço.
Ou das mensagens - que nunca respondi - que ele constantemente me enviava, enchendo minha caixa postal eletrônica de esperanças e promessas de um futuro melhor.
Lembro que foi o seu rosto preocupado que vi quando acordei de minha cirurgia para retirada do apêndice.
Lembro que foi em seu ombro que chorei a perda de meu amado pai.
Foi em seu ouvido que derramei as lamentações do noivado desfeito.
Apesar do esforço para vasculhar minha mente, não consegui me lembrar de uma só vez em que tenha pego o telefone para ligar e dizer a ele o quanto era importante para mim contar com a sua amizade.
Afinal, eu era muito ocupada.
Eu não tinha tempo.
Não lembro de uma só vez em que me preocupei de procurar um texto edificante e enviar para ele, ou qualquer outro amigo, com o intuito de tornar o seu dia melhor.
Eu não tinha tempo.
Não lembro de ter feito qualquer tipo de surpresa, como aparecer de repente com uma garrafa de vinho e um coração aberto disposto a ouvir.
Eu não tinha tempo.
Não lembro de qualquer dia em que eu estivesse disposto a ouvir os seus problemas.
Eu não tinha tempo.
Acho que eu nunca sequer imaginei que ele tinha problemas.
Não me dignei a reparar que constantemente meu amigo passava da conta na bebida.
Achava divertido o seu jeito bêbado de ser.
Afinal, bêbado ou não ele era uma ótima companhia para mim.
Só agora vejo com clareza o meu egoísmo.
Talvez - e este talvez vai me acompanhar eternamente - se eu tivesse saído de meu pedestal egocêntrico e prestado um pouco de atenção e despendido um pouquinho do meu sagrado tempo, meu grande amigo não teria bebido até não agüentar mais e não teria jogado sua vida fora ao perder o controle de um carro que com certeza, não tinha a mínima condição de dirigir.
Talvez, ele, que sempre inundou o meu mundo com sua iluminada presença, estivesse se sentindo sozinho.
Até mesmo as mensagens engraçadas que ele constantemente deixava em minha secretária eletrônica, poderiam ser seu jeito de pedir ajuda.
Aquelas mesmas mensagens que simplesmente apaguei da secretária eletrônica, jamais se apagarão da minha consciência.
Estas indagações que inundam agora o meu ser nunca mais terão resposta.
A minha falta de tempo me impediu de responde-las.
Agora, lentamente escolho uma roupa preta - digna do meu estado de espírito - e pego o telefone.
Aviso o meu chefe de que não irei trabalhar hoje - e quem sabe nem amanhã, nem depois, pois irei tirar o dia para homenagear com meu pranto a uma das pessoas que mais amei nesta vida.
Ao desligar o telefone, com surpresa eu vejo, entre lágrimas e remorsos, de que para isto, para acompanhar durante um dia inteiro o seu corpo sem vida, eu TIVE TEMPO!
Descobri que se você não toma as rédeas da tua vida o tempo te engole e te escraviza.
Trabalho com o mesmo afinco de sempre, mas somente sou "a profissional" durante o expediente normal.
Fora dele, sou um ser humano.
Nunca mais uma mensagem da minha secretária eletrônica ficou sem pelo menos um "oi" de retorno.
Procuro constantemente encher a caixa eletrônica dos meus amigos com mensagens de amizade e dias melhores.
Escrevo cartões de aniversário e de natal, sempre lembrando às pessoas de como elas são importantes para mim.
Abraço constantemente meus irmãos e minha família, pois os laços que nos unem são eternos.
Nunca mais deixei um amigo sem uma palavra de conforto; ou um inimigo sem uma oração.
Distribuo sorrisos e abraços a todos que me rodeiam - afinal, para que guardá-los?
Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje...


Desconheço a autoria

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Saudade...



Sinto saudade de tudo que aconteceu e marcou a minha história
Quando sinto cheiros, quando vejo fotos, quando escuto alguma música ou escuto uma voz, quando me lembro do meu passado.
Tenho saudades dos amigos que deixei, dos amigos que me deixaram e daqueles que o destino levou. Das pessoas que não mais falei.
Sinto saudades da minha infância, das brincadeiras, da inocência, da alegria em ser criança.
Sinto saudades do passado... Do presente, que não aproveitei de todo...
Sinto até saudade do futuro, que se idealizado, provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser.
Tenho saudades de quem apareceu correndo, sem tempo de me conhecer direito. De quem disse que viria e nem apareceu.
De que nunca vou ter a oportunidade de conhecer, mesmo sabendo que existiu de alguma maneira.
Sinto saudades dos que se foram, e daqueles que não me despedi direito, daqueles que não tiveram como me dizer adeus.
Sinto saudades de gente que passou na calçada contrária da minha vida e que só enxerguei de relance.
Saudade do riso alongado, e do abraço apertado.
De coisas que eu tive, e de algumas que eu gostaria de ter e não tive.
Por vezes, tenho vontade de encontrar não sei o que, e nem aonde, para resgatar alguma coisa que nem sei o que é, e nem onde perdi...
Saudade do riso alongado, e do abraço apertado.
Sinto esse aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso...
Sinto saudade, porque saudade é a prova de que temos sentimentos, de que amamos e de que um dia fomos felizes!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Rir é contagioso...


Depois de algum tempo sem postar algo aqui, cá estou!
E venho hoje escrever sobre algo que aconteceu e me deixou muito feliz
Escutei a seguinte frase de uma paciente do hospital em que trabalho: “Você sorri tanto que eu tenho vontade de fazer igual. Você me deixou feliz!”. De fato, essa paciente de 82 anos, com problemas de saúde, depressiva e muito especial tem razão no que diz, meu sorriso é muito frequente. Mas hoje, depois do que ela me disse, esse sorriso está mais especial que nos outros dias, nele tem um ar de “Eu fiz alguém feliz”
Como é bom, importante e muito mais do que isso, gratificante fazer alguém sorrir apenas sorrindo... Isso é amor, isso é sinceridade, isso é humano! A imensidão da minha felicidade de ter escutado que com apenas um sorriso eu tornei o dia de alguém melhor é indescritível. A felicidade toma conta do meu coração e é emocionada, com lágrimas nos olhos, lágrimas essas de pura alegria que tento demonstrar um pouquinho do que to sentindo.
Nenhum salário do mundo (os chefes que não leiam isso) me daria tanta felicidade quanto esse comentário dessa paciente. Como é bom sentir que você fez a diferença na vida de um alguém que você não conhece!
Há algum tempo atrás o CLJ (movimento que tanto amo) me proporcionou assistir ao filme “O amor é contagioso”. Com os acontecimentos de hoje, lembrei dele, o filme que todo ser humano deveria assistir.

No ambiente silencioso de um hospital, um palhaço com sapatos gigantescos e um nariz vermelho surge pela porta. Os pacientes que se cuidem: “Rir é contagioso”. Patch Adamns despertou a consciência de que nos tratamentos médicos falta algo essencial, como respeito, apreço, consideração, estima e calor humano. A história de Patch celebra o triunfo da busca insistente por um ideal, ideal esse de buscar sorrisos, realizar uma conexão emocional com os seus pacientes, ou conseguir levar um simples momento de prazer aos que estão debilitados fisicamente, e muitas vezes emocionalmente. Patch declara em algum momento: “Todos sabemos como o amor é importante e, mesmo assim, quão frequentemente o demonstramos? Quantas pessoas doentes neste mundo sofrem de solidão, tédio e medo que não podem ser curados com uma simples pílula?”
(Sinopse do filme "O amor é contagioso")

O filme mostra como devemos tratar as pessoas. Compaixão, envolvimento e empatia têm valor... E que valor!
Devemos ver além das dificuldades, devemos ver as soluções.
Hoje, durmo mais feliz, com a certeza de que fiz a diferença na vida de alguém com o meu sorriso. Esse sorriso que vou levar sempre aonde quer que eu vá... Porque “rir é contagioso”, e se na minha vida eu conseguir apenas mais um sorriso de qualquer pessoa, eu me sentirei mais feliz!
E reforço a pergunta de Patch: “Todos sabemos como o amor é importante e, mesmo assim, quão frequentemente o demonstramos? Quantas pessoas doentes neste mundo sofrem de solidão, tédio e medo que não podem ser curados com uma simples pílula?”
Fica aqui o meu sincero sorriso e a minha felicidade de ter feito alguém feliz!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

O que é ter 20 e poucos anos?

Então... Ao ler o texto que aqui postarei, fique pensando o que pra mim, é ter 20 e poucos anos?
Seria um pouco de experiência? um pouco de loucura? um pouco de inconsequência? Realmente, não sei...
Sei que fiz quase que de tudo um pouco. Nasci para ser feliz, pelo menos, procuro me guiar com alegria em todos os momentos em que me é possível. Otimismo costuma ser meu grande amigo, esse me tira das angustias e cicatriza as feridas que carrego!
E, quando lembro da minha idade (definitivamente não sou velha, mas estou chegando nos 22!), penso que alguma coisa não está certa... Tenho uma mente aberta e um coração cheio de paixão e inquietação...
Ao mesmo tempo que digo que fiz de tudo um pouco nessa vida, ouso dizer que ainda tenho muito a fazer...
Já tomei banho de cachoeira, já fui em lugares maravilhosos, já passei trote por telefone, já quis entrar pra aeronáutica, já quis ser professora, já quis ser psicóloga (ok ok, ainda quero), já pensei em fugir de casa, já briguei com a família toda (mãe, pai, irmã, cunhado) porque achava que estava certa, já ri até chorar, já chorei escondida com o travesseiro na cara pra ninguém escutar (costumo fazer sempre, aliás, creio que quando eu estiver falando dos 50 e poucos anos eu estarei fazendo o mesmo), já me apaixonei, já confundi sentimentos, já amei, já fiz muita besteira e depois me arrependi, já perdi várias oportunidades que jamais voltarão, já me formei, comecei faculdade e tranquei, já quis morrer, já quis viver eternamente, já tentei esquecer pessoas... Parece ser tanta coisa, aliás de suma importância pra mim. Mas sei que ainda não vivi nem metade das coisas que irão acontecer!
A vida é feita de momentos, e vivi cada um deles com uma intensidade diferente...
E como diz a música:
"Na vida tudo tem seu preço seu valor e eu só quero dessa vida é ser feliz"

O que é ter vinte e poucos anos?

É assumir que não tem mais a inconstância da adolescência, nem a responsabilidade da vida adulta. É já ter namorado seriamente algumas vezes, e querer cada vez mais um relacionamento sólido.
Ter vinte e poucos anos é ter feito uma(s) faculdade(s), procurar emprego e depois descobrir que nada daquilo satisfaz. Que bom mesmo é morar com os pais, ao mesmo tempo em que sonha com um apartamento para as devidas farras.
Ter vinte e poucos anos é já ter experimentado drogas legais e ilícitas, e censurar todas as pessoas que ainda consomem. E não assumir nem pros pais, nem pros filhos que um dia caiu bêbado no meio da rua.
Ter vinte e poucos anos é sonhar com uma carreira brilhante quando o mercado não inspira confiança, e ter certeza que será promovido. É querer casar quando os pais decidiram se separar. É não ver a solteirice como opção.
Ter vinte e poucos anos é reclamar dos pais, patrões, professores... Até dos amigos! E depois constatar que nada melhor do que conviver com todos eles. Que no fundo, a vida foi mais do que justa, porque tem gente em pior situação.
Ter vinte e poucos anos é não encontrar definição pra o que está acontecendo. É querer uma causa pra abraçar, e largar tudo pra tomar uma cerveja. É olhar pro futuro com pressa, e pro passado com nostalgia.
Ter vinte e poucos anos é entender e não entender o porquê de tudo dar errado. E se matar pra que tudo dê certo. É viver como se ainda tivesse todo o tempo do mundo, e se sentir pressionado como se amanhã fosse o último dia.
Ter vinte e poucos anos é ouvir música alta em casa, mas querer silêncio quando se está refletindo. É brigar com a balança todos os dias, e descobrir que depois de vinte e poucos anos, o corpo cai, amolece, engorda...
Ter vinte e poucos anos é não saber definir o que é ter vinte e poucos anos. É se sentir tão perto, e tão longe do resto do mundo. É odiar a adolescência, e ter medo dos 30. É viver o presente pra recordar o passado.

Ter vinte e poucos anos é saber que só no futuro poder-se-á definir o que é ter vinte e poucos anos...

(desconheço a autoria)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Está tudo "normal"!

Hoje me encontro em tal situação, que resolvi falar de mim. Sei que chega a ser estranho e engraçado ler algo escrito por mim, falando sobre mim... Aliás, não é de meu costume fazer isso, não gosto e muitas vezes não consigo falar o que estou sentindo, o que estou pensando e quem dirá escrever sobre isso. Poucas, e seletas pessoas conhecem um pouco da Vanessa que aqui existe, ou melhor, a Nessa que aqui existe.
Bom, mas como eu tava falando resolvi falar de mim. Estranhamente isso aconteceu. Não que eu tenha qualidades de menos e defeitos demais, ou vice-versa. Mas para mim é difícil, as vezes um “tormento” falar de mim mesma. Sim, eu até tenho algumas qualidades que mantenho em qualquer situação. Assim como tenho defeitos, e vários deles. Mas não faço questão de lembrar isso, porque não existe grandeza nisso. Qualidades? Defeitos? Todos os têm!
Mas a verdade é que andei me observando, e descobri que mudo de fases em questão de minutos. Reinvento-me, me reconstruo, me torno mais eu a cada segundo. Sou alegria, sou tristeza, sou mágoa, sou perdão, sou festa, sou solidão.
Odeio frescura. Tenho paixão por “junção”, sentar na calçada com os amigos, contar piadas, rir alto, falar alto, mesmo que o momento não seja propicio, mesmo que alguém possa não gostar, mesmo que eu esteja parecendo ridícula... Quem se importa? EU não me importo! Já dizia Arnaldo Jabor: “A idiotice é vital para a felicidade”. Aliás, não suporto gente metida, daquelas que parecem ter o “rei na barriga”. Se existe alguma que me irrita é ver gente desse tipo.
Já fui definida como calmaria, como paz, como tranqüilidade. Também já fui definida como tormenta, como caos, como confusão. A verdade é que tudo isso combina comigo.
Gosto de viver o presente, gosto do que tenho nas mãos. Aceito minhas limitações. E surto por besteira de vez em quando. Dificilmente sinto raiva de alguém, poucas coisas me tiram realmente do sério. Mas quando tiram, é difícil me fazer ficar calma.
Mas sabe, ando meio cansada de mim nos últimos dias, me sinto mal diante das pessoas, ando parada, logo eu que nunca consigo ficar quieta, que não consigo calar a boca, que não fico quieta diante do que não gosto, que dificilmente fico sem um sorriso no rosto. Tristeza? Cansaço? Não sei, só sei que nos últimos dias tenho vivido uma vida totalmente pra dentro. Talvez, meu estado de espírito hoje se definiria como “desinteressada”. Mas não uma desinteressada qualquer... Uma desinteressada da própria vida!
Estou cheia de machucados e cicatrizes. Esses que me deixam com uma louca vontade de largar tudo e ficar quieta só eu e Deus... Mas que sonho! Eu também não sei viver sozinha, como disse antes, adoro “junção”.
Sei somente que estou me sentindo diferente. Momento! Sei que é coisa de momento e sei que é normal. Não gosto de me sentir assim, mas enfim, enquanto isso não passa vou continuar disfarçando sorrisos e engolindo soluços e lágrima que teimam em rolar.
Errado? Certo? Também não sei. É assim que sou, não dá pra mudar!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

A TRISTEZA PERMITIDA

Se eu disser pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair pra compras e reuniões – se eu disser que foi assim, o que você me diz? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem pra sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?

Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer pra eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.

Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.

A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.

Depressão é coisa muito séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente – as razões têm essa mania de serem discretas.

“Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não me importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago da razão/ eu ando tão down...” Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinicius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.

Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos.

Martha Medeiros

sábado, 15 de maio de 2010

Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão!




Hoje, coloco o texto que sempre me chamou muito atenção e que me ensinou que não posso ficar parada no tempo, preciso e devo continuar sob qualquer circunstância!

Texto maravilhoso de Fernando Pessoa!

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu...
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é! Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és...
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

VIVER NÃO É DISCRETO! Ainda bem, discrição demais, reflete razão demais, e razão demais, remete à falta de paixão! Já pensou como tudo seria chato, sem sabor e sem cor, se não houvessem riscos?
Somos seres racionais por natureza. Foi assim que fomos feitos, com um cérebro. Mas, além disso com muito sentimento, de todos os tipos e de todas as intensidades...

E acredito que é aí que reside o espetáculo da vida, na imprudência que existe em andar na corda bamba entre a razão e a emoção. É o não se deixar vencer pelo cérebro sempre, e ser levada só, pelo coração em algumas situações.
Sou totalmente encantada pelo ser humano... Esse ser contraditório nos sentimentos, nos sentidos! Esse ser que vive contraditoriamente acerca do bem e do mal, da indiferença e do amor, do certo e do errado, enfim, da razão e da emoção.

Creio que as pessoas que são fascinantes são aquelas que passam por esse mundo deixando marcas profundas, e fazem isso, porque não se intimidam com o fato de errar, que não se envergonham em parecer ridículo, que cometem loucuras em prol da felicidade, que têm coragem de sentir, de arriscar, de se entregar, de lutar incansavelmente pelo que acreditam, que não cansam de amar, amar e amar... E não estou me referindo a amar uma pessoa... Mas, amar as coisas, amar uma flor, uma paisagem, um livro, uma música, amar a vida, enfim, simplesmente AMAR!
Se você já conversou com uma pessoa passional e espetacularmente sensível você deve ter percebido que em tudo o que elas falam e fazem há empolgação, os olhos iluminam, os rostos se enchem de expressões, tem sorrisos, tem lágrimas, tem vida! Elas transmitem paixão por aquilo que apreciam, e essa emoção nos contagia! Essas pessoas são mais do que fascinantes, elas são apaixonantes!
Jesus Cristo... Gandhi... Luther King! Não quero compará-los enquanto importância histórica e religiosa. Cito aqui, para dar exemplo de alguns que amaram a humanidade com tal força, que deram tudo por ela. Tinham uma paixão enorme por seus ideais humanitários, queriam mudar o mundo e lutaram por isso! E a questão aqui é: Paixão é racional? Esses “exemplos” que citei foram racionais? Racionalmente respondendo, NÃO! Isso lhes custou a própria vida e dar a vida por uma causa que nem é só sua não é racional... Isso é emoção, é coração, é AMOR!

Não acredito que eles estavam errados, acredito somente que eles foram “imprudentes” o suficiente para ouvir seus corações, dar voz à aquilo no que acreditavam, e com isso, fazer a diferença!

Mas enfim, mesmo sabendo disso, mesmo sabendo que o amor, muitas vezes, é irracional não quero e não vou permitir que a racionalidade excessiva me faça abandonar o poder que meu coração tem de amar, sem nenhuma razão pra isso! Eu mando pro espaço essa razão que tenta cortar minha capacidade de ser apaixonada, louca e contraditoriamente humana!

Eu não quero ser extremamente racional, assim como não quero ser extremamente emocional, não quero viver uma vida “sem gosto e sem sabor”, não quero passar por aqui sem ter cometido ao menos uma loucura, assim como não quero passar por aqui sem deixar um pouquinho da minha razão aos outros!

Emocional? Louca? Racional? Humana? Que seja! Essa sou eu.