quinta-feira, 10 de junho de 2010

O que é ter 20 e poucos anos?

Então... Ao ler o texto que aqui postarei, fique pensando o que pra mim, é ter 20 e poucos anos?
Seria um pouco de experiência? um pouco de loucura? um pouco de inconsequência? Realmente, não sei...
Sei que fiz quase que de tudo um pouco. Nasci para ser feliz, pelo menos, procuro me guiar com alegria em todos os momentos em que me é possível. Otimismo costuma ser meu grande amigo, esse me tira das angustias e cicatriza as feridas que carrego!
E, quando lembro da minha idade (definitivamente não sou velha, mas estou chegando nos 22!), penso que alguma coisa não está certa... Tenho uma mente aberta e um coração cheio de paixão e inquietação...
Ao mesmo tempo que digo que fiz de tudo um pouco nessa vida, ouso dizer que ainda tenho muito a fazer...
Já tomei banho de cachoeira, já fui em lugares maravilhosos, já passei trote por telefone, já quis entrar pra aeronáutica, já quis ser professora, já quis ser psicóloga (ok ok, ainda quero), já pensei em fugir de casa, já briguei com a família toda (mãe, pai, irmã, cunhado) porque achava que estava certa, já ri até chorar, já chorei escondida com o travesseiro na cara pra ninguém escutar (costumo fazer sempre, aliás, creio que quando eu estiver falando dos 50 e poucos anos eu estarei fazendo o mesmo), já me apaixonei, já confundi sentimentos, já amei, já fiz muita besteira e depois me arrependi, já perdi várias oportunidades que jamais voltarão, já me formei, comecei faculdade e tranquei, já quis morrer, já quis viver eternamente, já tentei esquecer pessoas... Parece ser tanta coisa, aliás de suma importância pra mim. Mas sei que ainda não vivi nem metade das coisas que irão acontecer!
A vida é feita de momentos, e vivi cada um deles com uma intensidade diferente...
E como diz a música:
"Na vida tudo tem seu preço seu valor e eu só quero dessa vida é ser feliz"

O que é ter vinte e poucos anos?

É assumir que não tem mais a inconstância da adolescência, nem a responsabilidade da vida adulta. É já ter namorado seriamente algumas vezes, e querer cada vez mais um relacionamento sólido.
Ter vinte e poucos anos é ter feito uma(s) faculdade(s), procurar emprego e depois descobrir que nada daquilo satisfaz. Que bom mesmo é morar com os pais, ao mesmo tempo em que sonha com um apartamento para as devidas farras.
Ter vinte e poucos anos é já ter experimentado drogas legais e ilícitas, e censurar todas as pessoas que ainda consomem. E não assumir nem pros pais, nem pros filhos que um dia caiu bêbado no meio da rua.
Ter vinte e poucos anos é sonhar com uma carreira brilhante quando o mercado não inspira confiança, e ter certeza que será promovido. É querer casar quando os pais decidiram se separar. É não ver a solteirice como opção.
Ter vinte e poucos anos é reclamar dos pais, patrões, professores... Até dos amigos! E depois constatar que nada melhor do que conviver com todos eles. Que no fundo, a vida foi mais do que justa, porque tem gente em pior situação.
Ter vinte e poucos anos é não encontrar definição pra o que está acontecendo. É querer uma causa pra abraçar, e largar tudo pra tomar uma cerveja. É olhar pro futuro com pressa, e pro passado com nostalgia.
Ter vinte e poucos anos é entender e não entender o porquê de tudo dar errado. E se matar pra que tudo dê certo. É viver como se ainda tivesse todo o tempo do mundo, e se sentir pressionado como se amanhã fosse o último dia.
Ter vinte e poucos anos é ouvir música alta em casa, mas querer silêncio quando se está refletindo. É brigar com a balança todos os dias, e descobrir que depois de vinte e poucos anos, o corpo cai, amolece, engorda...
Ter vinte e poucos anos é não saber definir o que é ter vinte e poucos anos. É se sentir tão perto, e tão longe do resto do mundo. É odiar a adolescência, e ter medo dos 30. É viver o presente pra recordar o passado.

Ter vinte e poucos anos é saber que só no futuro poder-se-á definir o que é ter vinte e poucos anos...

(desconheço a autoria)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Está tudo "normal"!

Hoje me encontro em tal situação, que resolvi falar de mim. Sei que chega a ser estranho e engraçado ler algo escrito por mim, falando sobre mim... Aliás, não é de meu costume fazer isso, não gosto e muitas vezes não consigo falar o que estou sentindo, o que estou pensando e quem dirá escrever sobre isso. Poucas, e seletas pessoas conhecem um pouco da Vanessa que aqui existe, ou melhor, a Nessa que aqui existe.
Bom, mas como eu tava falando resolvi falar de mim. Estranhamente isso aconteceu. Não que eu tenha qualidades de menos e defeitos demais, ou vice-versa. Mas para mim é difícil, as vezes um “tormento” falar de mim mesma. Sim, eu até tenho algumas qualidades que mantenho em qualquer situação. Assim como tenho defeitos, e vários deles. Mas não faço questão de lembrar isso, porque não existe grandeza nisso. Qualidades? Defeitos? Todos os têm!
Mas a verdade é que andei me observando, e descobri que mudo de fases em questão de minutos. Reinvento-me, me reconstruo, me torno mais eu a cada segundo. Sou alegria, sou tristeza, sou mágoa, sou perdão, sou festa, sou solidão.
Odeio frescura. Tenho paixão por “junção”, sentar na calçada com os amigos, contar piadas, rir alto, falar alto, mesmo que o momento não seja propicio, mesmo que alguém possa não gostar, mesmo que eu esteja parecendo ridícula... Quem se importa? EU não me importo! Já dizia Arnaldo Jabor: “A idiotice é vital para a felicidade”. Aliás, não suporto gente metida, daquelas que parecem ter o “rei na barriga”. Se existe alguma que me irrita é ver gente desse tipo.
Já fui definida como calmaria, como paz, como tranqüilidade. Também já fui definida como tormenta, como caos, como confusão. A verdade é que tudo isso combina comigo.
Gosto de viver o presente, gosto do que tenho nas mãos. Aceito minhas limitações. E surto por besteira de vez em quando. Dificilmente sinto raiva de alguém, poucas coisas me tiram realmente do sério. Mas quando tiram, é difícil me fazer ficar calma.
Mas sabe, ando meio cansada de mim nos últimos dias, me sinto mal diante das pessoas, ando parada, logo eu que nunca consigo ficar quieta, que não consigo calar a boca, que não fico quieta diante do que não gosto, que dificilmente fico sem um sorriso no rosto. Tristeza? Cansaço? Não sei, só sei que nos últimos dias tenho vivido uma vida totalmente pra dentro. Talvez, meu estado de espírito hoje se definiria como “desinteressada”. Mas não uma desinteressada qualquer... Uma desinteressada da própria vida!
Estou cheia de machucados e cicatrizes. Esses que me deixam com uma louca vontade de largar tudo e ficar quieta só eu e Deus... Mas que sonho! Eu também não sei viver sozinha, como disse antes, adoro “junção”.
Sei somente que estou me sentindo diferente. Momento! Sei que é coisa de momento e sei que é normal. Não gosto de me sentir assim, mas enfim, enquanto isso não passa vou continuar disfarçando sorrisos e engolindo soluços e lágrima que teimam em rolar.
Errado? Certo? Também não sei. É assim que sou, não dá pra mudar!