quarta-feira, 2 de maio de 2012

A saudade acabou, a porta se fechou!

Já tentei por diversas vezes entender porque existe à distância. Talvez um obstáculo a mais pra nos dar a certeza de que o sentimento verdadeiro supera qualquer barreira. Essa distância que causa saudade, que causa nostalgia, que causa sorrisos inesperados. É até bom sentir saudade, sentir um “apertinho” no peito. E depois curar essa saudade.
Mas e quando você não pode curar essa saudade na hora que ela mais aperta? E quando a distância está no coração? O que se pode fazer? Aprender a conviver com a saudade? Acho que seria como aprender a “conviver” com o inimigo, porque algo que te consome e te faz sofrer, não é algo saudável. E quando a saudade é da alma? Quando você pode ver aquela pessoa todos os dias e mesmo assim não pode matar sua saudade? Acho que essa é a saudade que mais dói. A saudade de tempos que não são mais iguais, de coisas que não vão mais ser como antes, de pessoas que não vão mais voltar seja lá por qual motivo. E você se pergunta a todo instante: o que fazer? Como conseguir “domar” a saudade? Será que realmente dá pra fazer isso? Controlar a vontade gigantesca de ter um abraço, um toque de mãos, um olhar sincero… Saudade é algo sem explicação. É uma palavra usada para definirmos a “necessidade” de ver, de sentir, de ter o próximo. Para explicar porque o coração aperta e o humor muda. É a maior das emoções, a que mais perturba todas as pessoas, no mundo todo. Porque mesmo sendo algo sem explicação, sabe como machucar.
Mas, e se eu disser que a saudade acabou sem que eu desse o abraço, sem que eu conversasse, sem que houvesse o toque das mãos, sem que eu “matasse ela”, a tal da saudade?
Seria eu uma louca, uma bipolar, uma pessoa falsa com os próprios sentimentos? Não, não e não. O sentimento simplesmente acabou, ou melhor, ele foi substituído por outro. Saudade por desejo de estar longe. Amor por raiva, admiração por decepção, alegrias por tristezas, momentos bons por lembranças que fazem mal. E ai?? O que se faz quando chega a um ponto de desejar infinitamente que a outra pessoa desapareça? Quando, a única coisa que você ouve é que aquela pessoa que fez parte da tua vida por muito tempo sempre pensou em si próprio mais do que todo mundo e lutou apenas por seus próprios interesses, e que você foi apenas uma válvula de escape pra essa pessoa em um momento difícil? O que se faz quando você realmente acreditava que a pessoa em questão, era boa, tinha um coração bom? O que se faz quando a pessoa volta a ser o que sempre foi? Me diz... A saudade acabou e os bons sentimentos também!
O que se faz quando essa saudade acaba? Nunca ninguém falou que a saudade acabava antes de um abraço, de uma conversa, antes de “matar a saudade”. Por que a minha saudade acabou com tanta mágoa? Por que comigo tinha que ser diferente? Eu não queria que assim fosse, mas foi. Eu não queria sentir essa vontade de nunca ter vivido tais momentos, mas eu estou sentindo. Eu não queria sentir essa vontade de nunca ter me aproximado. De nunca ter acreditado. De nunca ter confiado. De nunca ter amado.
Há, se eu pudesse voltar no tempo. Hoje a saudade não seria uma lembrança. E essa lembrança não seria tão ruim, tão dolorida. Hoje não é mais saudade, é mágoa, é desejo que voltar no tempo e fazer com que as coisas fossem diferentes.
A saudade acabou, a porta se fechou!